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Vida Cristã
Sete Mães Santas da Igreja
01.05.2016
Este mês destacamos sete mães canonizadas pela Igreja ao longo da História. A maioria proveniente de famílias nobres, a maioria com vários filhos, mas todas encararam as dificuldades com fé e viveram uma vida plena, destacando-se na dedicação a Deus e ao próximo, sobretudo às suas próprias famílias.

A virgem e o menino com Santa Ana, Leonardo da Vinci, Museu do Louvre, Paris


ANA
Conhecida por ser mãe de Maria, a mãe de Deus, Santa Ana viveu pouco antes do nascimento de Jesus Cristo. Ana, que significa “agraciada por Deus”, terá sido a grande responsável pelo despertar espiritual de Maria, que no momento oportuno disse «sim» ao anúncio do anjo. Além disso, Ana é avó de Jesus e, por isso, o dia em que é recordada pela Igreja juntamente com São Joaquim, seu esposo e pai de Maria, 26 de julho, é também considerado como o Dia Mundial dos Avós.


MÓNICA
Nascida em 331, em Tagaste (atualmente Souk Ahras, Argélia, no norte de África), foi a mãe de Santo Agostinho, um dos mais influentes bispos das primeiras comunidades cristãs e da Igreja. A fé de Mónica era muito intensa, de tal modo que foi a responsável pela conversão de Patrício, o seu marido. Além disso, vendo o seu filho enveredar por uma procura de Deus por caminhos sinuosos (a seita dos Maniqueus, por exemplo), Mónica pedia em lágrimas a Deus para que ele se convertesse à Igreja. E assim foi. O dia em que recordamos Santa Mónica é 27 de agosto, o dia anterior à memória litúrgica de Agostinho.


MARGARIDA DA ESCÓCIA
Margarida era filha da princesa Ágata da Hungria e do príncipe Eduardo, o Exilado, um nobre anglo-saxónico filho de Edmundo II que perdeu a batalha contra Canuto, o grande. Assim, nasceu na Hungria em 1046 e ainda criança regressou a Inglaterra, onde teve de fugir de novo para a Escócia. Ali desposou Malcom III, da Escócia. Este amava-a muito e isso permitiu que Margarida pudesse exercer uma influência positiva sobre o rei e sobre o reino. Tiveram oito filhos, os quais Margarida educou nos grandes valores e nas virtudes cristãs. Foi a grande responsável por levar a Escócia à plena comunhão com Roma. A oração era uma constante na sua vida e as suas obras e cuidados aos pobres eram reconhecidas por todos. Na liturgia, a sua memória celebra-se a 16 de novembro.


ISABEL DE PORTUGAL
Descendente da Casa Real de Aragão, nasceu em 1270, em Saragoça. 11 anos depois, por procuração, era realizado o seu casamento com D. Dinis, consumado em Trancoso, em junho de 1282, de quem teve Constança e Afonso IV. D. Isabel procurava o bem de todos e a paz, conseguindo impedir várias guerras entre o marido e o filho, intervindo em pleno campo de batalha. Recolheu-se em Coimbra após a viuvez e realizou muitas das práticas caritativas acompanhadas de prodigiosos milagres, que viriam a ter como expressão máxima a lenda da transformação do pão em rosas. Foi beatificada há precisamente 500 anos e canonizada em 1625. A sua memória litúrgica celebra-se a 4 de julho, dia do seu falecimento em 1336, em Estremoz.


BRÍGIDA DA SUÉCIA
Brígida é oriunda da Suécia, onde nasceu em 1303, numa família nobre. Casou jovem com Ulf Gudmarsson, do qual teve oito filhos. Brígida dedicou-se mais intensamente à oração de tal modo que sofreu algumas visões e experiências místicas. Fruto das suas visões, sempre foi muito interventiva na vida política europeia. Em 1350 escreveu ao Papa Clemente VI, que vivia em Avinhão, em França, a pedir-lhe que regressasse a Roma, o que se viria a concretizar pouco mais tarde com Urbano V. Escreveu vários livros de oração e política, e é considerada uma das padroeiras da Europa. O dia da sua memória litúrgica é 23 de julho.


JOANA DE CHANTAL
Nascida em 1572 em Dijon, França, a sua mãe viria a falecer tinha ela 18 meses. Assim, a sua educação ficou sob a orientação do seu pai, Bénigne Frémyot, presidente do parlamento de Borgonha. Casou com o barão de Chantal, Christophe de Rabutin, do qual teve quatro filhos e um matrimónio feliz. Contudo, Christophe faleceu com 28 anos. Joana dedicou-se com mais afinco à educação dos seus filhos e ao cuidado dos mais pobres. Conheceu São Francisco de Sales, com quem teve uma grande amizade. Mais tarde, com 38 anos, entrou na Ordem Terceira dos Franciscanos e com Francisco fundou a Ordem da Visitação. A sua memória celebra-se a 12 de agosto.


FRANCISCA ROMANA
Natural de Roma, nasceu em 1384 no seio de uma família nobre. Muito nova, casou-se com um militar, Lorenzo Ponziani, do qual teve três filhos, porém, dois deles faleceram ainda crianças. Dedicou-se ao seu matrimónio e à sua família, sempre teve uma atenção especial no auxílio aos pobres e aos doentes, sobretudo durante a propagação da Peste Negra na Europa e na altura em que Roma estava constantemente a ser invadida. Com outras nove mulheres tornou-se membro da Confraria das Oblatas Beneditinas, sob a alçada da Ordem de São Bento e sem professar votos. Mais tarde, oficializava no Mosteiro da Torre dos Specchi a Congregação das Oblatas de São Bento, cuja regra seguia os preceitos da oração e do auxílio aos pobres. A sua memória litúrgica celebra-se a 9 de março.
Texto: Paulo Paiva
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