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Vida Cristã
Sete Santuários Marianos
15.08.2016
Durante os meses de verão, muitos são aqueles que aproveitam para viajar e, espiritualmente, peregrinar. Por isso, destacamos sete dos mais importantes santuários marianos no mundo. Olhamos a sua história, muitas vezes envolta em grande devoção e num equilíbrio entre a cultura e a fé, mas sempre com Maria, a Mãe de Deus, e mãe atenta dos fiéis.



Santuário de Fátima (Portugal)
A construção deste lugar de culto foi um pedido da própria Senhora. Na altura, em frente aos pastorinhos, pediu-lhes que construíssem uma capela em sua honra: «Que sou a Senhora do Rosário.» Estávamos a 13 de outubro de 1917. Hoje, ao redor dessa capelinha, onde está a azinheira e a imagem de Maria, encontra-se um enorme santuário que alberga mais de 250 mil pessoas de uma só vez em cada celebração, e que em 2015 acolheu cerca de 6,7 milhões de peregrinos. No centro da mensagem de Fátima está a Graça e a Misericórdia, alcançadas por intercessão de Maria, Senhora do Rosário, Senhora do Coração Imaculado, que, cheio de graça, triunfará.


Basílica de Nossa Senhora de Lourdes (França)
Bernadette nasceu em 1844 em Lourdes, França. Aos 14 anos, ao procurar lenha com a sua irmã e uma amiga, entrou dentro da gruta de Massabielle para ver o regato afluente do rio Gave. A certa altura, Bernadette escutou um “murmúrio de vento”, mas, olhando para fora da gruta, reparou que as árvores não mexiam. Escutando novamente o murmúrio, levantou a cabeça e viu «uma senhora com um vestido branco, um véu branco, um cinto azul e uma rosa em cada pé, da cor do fio do seu terço». Ao início houve grandes dúvidas sobre a aparição, mas as sucessivas aparições, a consistência dos interrogatórios, os milagres e as revelações teológicas profundas para alguém sem educação tornaram Lourdes num grande santuário e Bernadette uma santa. Atualmente visitam-no cerca de 6 milhões de peregrinos por ano.



Basílica-Catedral de Nossa Senhora do Pilar (Espanha)
Rezam as memórias que, pelo dia 2 de janeiro do ano 40, estando São Tiago em missão evangelizadora por terras da Hispânia, teve um momento de dúvida, porque os pagãos não acolhiam as suas palavras. Numa súplica, Tiago pediu a Deus um sentido para a sua missão e apareceu-lhe então, como por milagre, Maria – que, na altura, vivia em Jerusalém. Maria entregou ao Apóstolo um pilar em pedra de jaspe para assinalar a presença de Deus. Hoje, a Basílica-Catedral de Nossa Senhora do Pilar acolhe milhares de peregrinos que, em frente àquele pilar, são também eles consolados pela Santíssima Virgem do Pilar.


Basílica de Nossa Senhora de Chiquinquirá (Colômbia)
Por volta do séc. XVI, o pintor Alonso de Narvaez pintou uma Virgem do Rosário. A imagem apresenta a Virgem com Jesus ao colo, o Apóstolo André e Santo António de Pádua, e permaneceu na capela de D. António alguns anos. Mas foi-se danificando devido à humidade. Um século depois, Maria Ramos visitou a capela e, reparando na imagem, colocou-a no lugar de maior destaque. Tempos depois, uma indígena chamada Isabel, que visitava a capela com o filho, gritou apontando para o quadro: «Veja, veja, senhora...» A pintura estava com as cores originais, e os riscos e buracos tinham desaparecido. Atualmente, a Virgem de Chiquinquirá é a padroeira da Colômbia, e a basílica recebe milhares de peregrinos de todo o mundo.




Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe (México)
Reza a história que, no ano de 1531, era a Cidade do México a capital azteca, Nossa Senhora apareceu ao índio convertido Juan Diego pedindo-lhe que construísse um templo em sua honra. Não se julgando capaz, foi contar o sucedido ao bispo. Este pediu-lhe por um sinal maior. Então, novamente acudido pela Virgem, Juan Diego colheu rosas que milagrosamente cresceram num lugar desértico e guardou-as na sua tilma (manto semelhante a um poncho) para as levar ao bispo. Chegando lá, ao abrir o pano, as rosas caíram e, como por milagre, a imagem da Virgem Maria apareceu estampada na sua tilma. Desde então a imagem tem sido venerada, e Juan Diego foi o primeiro índio canonizado.




Basílica de Nossa Senhora Aparecida (Brasil)
Em 1717, no rio Paraíba, três pescadores, após três dias sem pescar, recolheram das águas uma imagem de Nossa Senhora, pequena, feita de barro, separada em duas partes: primeiro encontraram o corpo e depois a cabeça. O verdadeiro milagre aconteceu logo depois. Sem explicação aparente, apanharam uma quantidade tão grande de peixe que tiveram de regressar a terra de imediato. Guardando a imagem com devoção, ao longo do tempo as orações resultavam em milagres diversos, pelo que a população se foi aproximando cada vez mais de Maria Aparecida. Hoje, a imagem está no interior do segundo maior templo do mundo, e o maior do Brasil.


Santuário de Nossa Senhora de Jasna Góra (Polónia)
Conta-se que o ícone de Nossa Senhora de Jasna Góra, em Częstochowa, Polónia, terá sido pintado por São Lucas sobre uma madeira pertencente à carpintaria de São José, tendo sido descoberto pela mãe do imperador Constantino, Santa Helena. Terá sido oferecido e levado para Kiev, onde ficou vários séculos. Cerca de 1382 terá chegado a Częstochowa, onde se atribuíram várias intercessões de proteção contra os inimigos daquela região e de toda a Polónia. Em 1979, o Papa João Paulo II celebrou o Ato de Consagração de toda a Igreja a Nossa Senhora de Jasna Góra. Hoje, é a padroeira da Polónia e o seu santuário é considerado o terceiro maior lugar de peregrinação católico do mundo..
 
Texto: Paulo Paiva
Texto publicado na revista Família Cristã de julho/agosto de 2016

 
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