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Sínodo foi «ocasião de revitalização da nossa própria fé»
27.10.2018
O arcebispo angolano, presidente do Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagáscar (SCEAM), está muito satisfeito pela forma como o Sínodo tem decorrido.


Numa pausa dos trabalhos de leitura do Documento Final ocorrida esta manhã, o prelado afirmou que esta experiência tem sido «uma ocasião de revitalização da nossa própria fé», enquanto bispos. «Um Sínodo dedicado precisamente aos jovens, à sua fé, à maneira como eles assumem a fé, como eles encarnam o ensinamento e o encontro com Jesus Cristo, as suas propostas de vida, e a forma como eles querem transmitir no amanhã a experiência que fazem de Jesus, é para nós, sem dúvida, não só uma ocasião de revitalização da nossa própria fé, (...) mas também do que são os compromissos e os impactos da vivência desta mesma fé nas nossas comunidades, procurando maior autenticidade, maior verdade, procurando maior comunhão, maior fraternidade e solidariedade na vivência na sociedade», referiu à Família Cristã.

Para este bispo, a «capacitação» dos jovens do continente deve ser uma prioridade. «É um continente feito de jovens, mas com muito poucos recursos, em termos de capacitação desses mesmos jovens, para quem tenham uma intervenção mais crítica, quer na sociedade, quer na própria Igreja», assinalou o arcebispo do Lubango.

O responsável sublinhou que a Igreja em África é «muito viva», com presença «significativa dos jovens». «É uma Igreja que, em todo o continente, está a procurar investir sobretudo nas estruturas de formação, nas estruturas de capacitação desses jovens, de formação profissional, a escola, amparo na saúde», acrescenta.

O presidente do SCEAM evoca ainda as «graves crises no campo da saúde» que afetam o continente e estão nas prioridades da ação da Igreja Católica, através das suas instituições sociais.

Na reta final do Sínodo que o Papa quis convocar para analisar a relação da Igreja com as novas gerações, D. Gabriel Mbilingi deixa uma mensagem aos jovens africanos: «Contamos com eles para o futuro do próprio continente».

O arcebispo do Lubango elogia a convocação de uma assembleia sinodal para discutir a forma como os jovens «assumem a fé» e transmitem a «experiência que fazem de Jesus».

O objetivo, no futuro, é encontrar «maior autenticidade, maior verdade, procurando maior comunhão, maior fraternidade e solidariedade na vivência na sociedade».

O Sínodo dos Bispos, iniciado a 3 de outubro, discute e vota hoje o Documento Final e uma Carta aos Jovens; no domingo, o Papa Francisco preside à Missa conclusiva da assembleia, na Basílica de São Pedro, pelas 10h00 (menos uma em Lisboa).

A reportagem no Sínodo dos Bispos é realizada em parceria para a Família Cristã, Agência Ecclesia, Flor de Lis, Rádio Renascença e Voz da Verdade, com o apoio da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre.
 
Texto: Ricardo Perna (com Octávio Carmo)
Fotos: Ricardo Perna
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