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Trabalhadores cristãos: «Trabalhar e ser pobre não é digno»
07.10.2021
Dia 7 de outubro é o Dia Internacional pelo Trabalho Digno. O Movimento de Trabalhadores Cristãos LOC/MTC promove uma conferência online, às 21h00, com o título «Trabalhar e ser pobre não é digno». Participam Mafalda Troncho, diretora da OIT em Lisboa, Eugénio da Fonseca, presidente da Confederação Portuguesa do Voluntariado. Haverá ainda testemunhos nacionais e internacionais. Para participar é preciso inscrição neste link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd_FrER-OHMNVdjKIRDa7r8HieLPW2JSttMPc-eN6EHTokmLQ/viewform

Recentemente, o estudo «Pobreza em Portugal – Trajetos e Quotidianos», da Fundação Francisco Manuel dos Santos, revelou que a maioria das pessoas em situação de pobreza em Portugal trabalham: 32,9% são trabalhadores com vínculos efetivos, 26,6% com trabalhos precários.
 


Para este Dia Internacional, a LOC/MTC emitiu um comunicado salientando que «covid-19 criou uma nova geração de pobreza e mal-estar por causa da dívida», porque «o vírus aumentou as diferenças dos salários e em alguns países a participação das mulheres na população ativa caiu para níveis mais baixos desde meados dos anos 80».

A Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos também está a promover de 7 a 10 de outubro, Park Hotel-Valongo, em Valongo, distrito do Porto, um seminário internacional sobre o «Impacto da pandemia de coronavírus no emprego, nas famílias, na sociedade e na proteção social». Numa nota enviada à FAMÍLIA CRISTÃ, a LOC/MTC diz que «é objetivo do seminário, aprofundar o impacto da pandemia e as consequências económicas e sociais, principalmente para os trabalhadores e para as classes mais desfavorecidas, debater os valores do Estado de Direito e da Democracia Funcional e Participativa e o que podem representar para a prosperidade social dos trabalhadores e das sociedades da Europa e do mundo. Avaliar que papel devem ter as organizações de trabalhadores em geral e mais especificamente as organizações sindicais, para defenderem e promoverem a estabilidade e segurança desses valores, com vista à dignidade humana e ao desenvolvimento e proteção social». O tema foi dividido em cinco sessões e participam peritos nacionais e internacionais.
 
Texto: Cláudia Sebastião
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