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Ucrânia: Cáritas e JRS disponibilizam ajuda
24.02.2022
A Cáritas Portuguesa vai doar 20 mil euros à Cáritas da Ucrânia. Em comunicado, a organização lusa informa que esse dinheiro sai do Fundo de Emergências Internacionais. Rita Valadas explica que «com este gesto queremos dar um sinal da nossa solidariedade para com estas população e garantir que a Cáritas da Ucrânia tem condições de continuar o seu trabalho junto das pessoas afetadas através da distribuição de alimentos, água potável, abrigo seguro e kits de higiene».

Centro de acolhimento preparado pela Cáritas Ucrânia.

Tetiana Stawnychy, presidente da Cáritas Ucrânia, afirma que «os acontecimentos desta manhã vão inevitavelmente levar a uma catástrofe humanitária. É inacreditável que no século 21, no centro da Europa, haja pessoas que são acordadas às 5 da manhã ao som de sirenes de ataque aéreo». Esta responsável explica que «antes do ataque, já havia 2,9 milhões de pessoas locais em ambos os lados da linha de contacto que precisavam de assistência humanitária. Hoje, esse número está a aumentar exponencialmente». Desde o final do verão do ano passado, a Cáritas ucraniana criou equipas de profissionais e voluntários para poder prestar auxílio às populações e foram também instalados centros de acolhimento temporário para garantir assistência aos deslocados internos.




Rita Valadas afirma que «todos nós somos desafiados a agir. O que está a acontecer na Ucrânia coloca em risco a estabilidade e a paz internacionais e, por isso, todos somos mobilizados para fazer tudo o que possa estar ao nosso alcance para minimizar o sofrimento destas pessoas e para garantir que haja respeito pelo direito internacional».

Esta quinta-feira, dia 24 de fevereiro, o primeiro-ministro António Costa disse que Portugal está disponível para acolher ucranianos que fujam do seu país. Em comunicado, o Serviço Jesuíta para os Refugiados (JRS) e a Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) dizem-se disponíveis para apoiar o Governo. Em comunicado, as organizações apelam «às instituições da União Europeia para que apoiem rapidamente os estados-membros na definição de uma estratégia comum de acolhimento, de forma a responder adequadamente à situação de emergência humanitária na Ucrânia. É absolutamente fundamental que se criem e implementem vistos e corredores humanitários, de forma a poupar tantas vidas quanto possível».  

O diretor-geral do JRS e coordenador da PAR, André Costa Jorge, afirma que «todos nós temos um papel essencial na criação de condições de acolhimento em Portugal. A resposta portuguesa à crise humanitária do Afeganistão provou que, quando a sociedade civil e o governo se unem, centenas de vidas podem ser salvas. Não tenho dúvidas que, uma vez mais, honraremos os nossos valores, os nossos princípios e a nossa História». JRS e PAR estão «disponíveis para colaborar na definição de uma estratégia humanitária, nomeadamente, mobilizando a sociedade civil e os nossos recursos para o reforço das condições de acolhimento em Portugal».  
 
Texto: Cláudia Sebastião
Foto: Cáritas Ucrânia

 
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