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Um guia para preparar e acompanhar o Matrimónio
08.09.2018
Foi lançada hoje em Fátima a obra «Caminhada em Matrimónio, um guia para noivos e famílias». O livro, editado pela Federação dos Centros de Preparação para o Matrimónio (CPM), pretende ser um guia para noivos, casais formadores e sacerdotes, assistentes ou não de grupos de CPM.

 
Na sequência da publicação da exortação apostólica Amoris laetitia, que «serve de base» a este livro, adianta o Pe. Paulo Jorge, assistente nacional do CPM, publica-se esta obra, que os autores pretendem que vá «ao encontro do coração de cada casal». «Queremos estar com os bispos e os sacerdotes em Igreja e ao serviço. Os materiais que foram utilizados até hoje foram indispensáveis para o trabalho, mas careciam de atualização nos conteúdos, na imagem e na dinâmica», afirmou Joaquim Valente, que, com a sua esposa Diná, são o casal responsável pela Federação dos CPM.
 
Este casal afirmou ainda, na apresentação, que «o material de trabalho é resposta à necessidade de adaptação à linguagem dos homens para lhes fazer chegar a mensagem sempre atual do Deus feito humano».
 
Presente na apresentação esteve também D. Joaquim Mendes, presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF), que se mostrou muito «satisfeito» pela publicação deste livro. O prelado destacou três atitudes que o Papa Francisco pede neste caminho da preparação para o matrimónio: acolhimento, proposta e acompanhamento. «Um acolhimento incondicional, respeitoso e frutuoso dos que batem à porta com o desejo de contrair matrimónio. Deve mostrar o rosto materno da Igreja e serem facilitadores deste processo», defendeu D. Joaquim Mendes. O presidente da CELF pediu ainda que este acolhimento seja feito «sem colocar obstáculos ou custos à realização do matrimónio».
 
No que diz respeito à «proposta», D. Joaquim Mendes pede que se caminhe «segundo o ritmo de cada um». «Ajudar a compreender que este caminho comporta uma missão bela de sermos colaboradores de Deus, e ajudar a discernir a presença de Deus na sua vida», afirmou aos presentes, que encheram por completo a sala do Bom Pastor do Centro Paulo VI, em Fátima.

 
Sobre o acompanhamento, o bispo auxiliar de Lisboa pediu que se parta «da realidade de cada um». «Caminhar com eles, não ao nosso ritmo, mas ao seu, valorizar os seus sonhos, mesmo que pareçam irrealistas. Usar uma linguagem que chegue ao coração dos jovens, que os entusiasme neste caminho matrimonial que eles se propõem fazer», defendeu.
 
A concluir, avisou que «quem acompanha» os noivos «representa a comunidade cristã». «Os que se casam são um recurso precioso das comunidades», e é preciso encontrar «quem transmita de forma atraente» esta «proposta legítima e abrangente».
 
«Instrumento de trabalho completo» que pode «dar grande fruto»
Convidados para apresentar a obra, Isabel Figueiredo, diretora de conteúdos religiosos da Rádio Renascença, e Filipe Almeida, membro da Academia Pontifícia para a Vida, destacaram a riqueza da obra e a importância da mesma neste tema do matrimónio.
 
Isabel Figueiredo afirmou que este é um «instrumento de trabalho muito completo». «Não estamos perante uma obra estática, como diz o título, pois leva-nos a caminhar», e é «uma obra que pode dar grande fruto».
 
Esta leiga afirmou que «hoje, mais que nunca, é preciso acompanhar os casais». «Estou convicta que sermos missionários é um dos desafios que este livro tem para nos lançar», disse, acrescentando que é uma obra «para levar os noivos a a fazerem o seu caminho sem medo da Cruz, mas sim com ela».

 
Filipe de Almeida afirmou que o «matrimónio está marcado por um dinamismo que lhe é constitutivo, porque se for vivido pela pessoa como finito, porque gizado apenas para si, surge o desencanto da jornada, o desmoronamento do projeto, o esfumar do horizonte irrompe de forma perigosa e culmina num aparente “acabou”, e não há nada a fazer», avisou este leigo.
 
Este livro «condensa informação útil e é apoio indiscutível, convidando a todos para a participação ativa na preparação destes momentos». «É um instrumento robusto, provocador, moderno, claramente cristão mas não eclesiástico, promissor para outros tecidos sociais tão necessitados de olhar de outra forma o amor». Acrescentou ainda que «é útil porque sabe ajoelhar-se perante outro livro maior, o que cada casal animador escreve de si mesmo em cada testemunho que partilha».

 
No final da apresentação, Joaquim Valente anunciou anda que 7000 exemplares do livro vão ser entregues gratuitamente a sacerdotes e casais formadores de CPM, atuais ou antigos, para que «os possam mostrar aos seus filhos». Este responsável pela Federação dos CPM desafiou a que o livro fosse apresentado em empresas. «Se formos à empresa, falarmos aos trabalhadores desta realidade, eles irão fazer uma caminhada de uma semana, um mês ou dez anos, seja de que tempo for, e o projeto de vida deles lhes dirá o que fazer», concluiu.
 
O livro estará ainda à venda em todas as dioceses para todos os interessados.
 
Reportagem e fotos: Ricardo Perna
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